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“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8)

 

É comum ouvirmos ideias erradas sobre a Bíblia e Deus. Infelizmente, muitos crentes sinceros são enganados e, por ingenuidade, não conseguem perceber seu erro. Há pessoas que dizem que não existem pensamentos errados sobre Deus. Essas pessoas também afirmam: “o que importa é cada um praticar a religião com sinceridade. Não existe apenas uma verdade sobre Deus”.

Reflicta um pouco: se alguém, mesmo com muita sinceridade, lhe der um medicamento errado, você vai ficar bom?

I – ALGUNS FACTOS SOBRE DOUTRINA

  1. A Bíblia é dada para doutrinar (ensinar) (2 Tm 3.16-17);
  2. Temos que continuar na doutrina dos apóstolos (At 2.42);
  3. Os pregadores devem se dedicar à doutrina (1 Tm 4.13);
  4. Nenhuma doutrina falsa deve ser permitida (1 Tm 1.3);
  5. Nossa doutrina deve ser incorrupta (Tt 2.10);
  6. Temos que nos desviar/ separar da falsa doutrina (Rm 16.17).

II – PORQUÊ ESTUDAR SOBRE O PERIGO DAS FALSA DOUTRINAS

  1. Jesus alertou acerca de falsos ensinadores (Mt 7.15-17);
  2. Paulo alertou acerca de falsos ensinadores (At 20.29-30; 2 Tm 3.13; 2 Tm 4.3-4);
  3. Pedro alertou acerca de falsos ensinadores e disse que muitos os seguiriam (2 Pd 2.1-2);
  4. João alertou acerca de falsos ensinadores (1 Jo 2.18-20);
  5. Judas alertou acerca de falsos ensinadores (Jd 3-4).

III – ALGUMAS DOUTRINAS FALSAS COM QUE A IGREJA SE DEPARA

III.1 – O ensinamento falso que salvação é por graça mais obras

A Bíblia responde:

  1. A Bíblia diz que salvação é pela graça sem obras e que as obras seguem após a salvação (Rm 4.1-6; Ef. 2.8-10; Tt 3.4-8).
  2. A Bíblia diz que graça e obras não podem ser misturadas (Rm 11.6).
  3. Graça significa um dom gratuito. Salvação é chamada um dom 16 vezes no Novo Testamento. Se salvação requer algum tipo de obras, então não é verdadeiramente um dom (a palavra dom vem do Latimdonu e significa presente, dádiva). O dom de Deus é gratuito para o pecador porque Jesus Cristo adquiriu-o com grande preço através de Seu sangue e morte na cruz.

III.2 - O ensinamento falso que os bebés devem ser baptizados

A Bíblia Responde:

  1. O baptismo é somente para quem crê (Mc 16.15; At 8.36-38). Quando uma criança é crescida o suficiente para crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, então pode ser baptizada. Mas um bebé não pode fazer isto.
  2. Nenhum bebé foi baptizado no Novo Testamento. Alguns dizem que devia haver bebés em casa de Cornélio pois seus criados e amigos estavam presentes (At 10.24, 47). Pelo contrário, At 11.17 diz que aqueles que foram salvos e baptizados com Cornélio foram aqueles que acreditaram no Senhor Jesus Cristo. Obviamente estes não eram bebés.
  3. Consoante cada denominação, bebés poderão apenas ser apresentados/dedicados a Deus, conforme se fez com Jesus (Lc 2.27-33).

III.3 – O falso ensino sobre necessidade de comprar/usar coisas ungidas

Não se pode dizer que em algum momento Deus não pode usar alguma coisa, um objeto, etc. Mas não se deve dogmatizar e nem começar a se vender objectos ungidos como meios para o milagre. Porquê?

  1. Não existem bases neotestamentárias para a venda de objectos supostamente santos.
  2. A igreja primitiva não vendia coisas.
  3. Pedro também não vendeu e nem mandou distribuir e muito menos, temos indícios disso nas igrejas que os apóstolos dirigiam.
  4. Paulo não vendeu, não levou objectos ungidos nas suas viagens e nem mandava objectos junto com as suas cartas.
  5. João não vendeu e nem distribuía coisas às igrejas.
  6. Tiago não vendeu e nem distribuía coisas.
  7. Nos evangelhos, em Actos, nas epístolas e nem em Apocalipse temos textos que podem apoiar a distribuição e a venda de coisas ungidas.
  8. Às 7 igrejas da Ásia Menor não foram enviados objectos, mas cartas.
  9. A venda de objectos fere o princípio que diz: de graça recebestes, de graça daí. Mateus 10:8
  10. A bíblia diz que a fé vem pelo ouvir, não através de coisas. Romanos 10: 17
  11. A prática da venda de coisas supostamente sagradas nunca foi aprovada na história da igreja como algo bíblico; a igreja corrompida a praticou e os remanescentes condenaram.
  12. A reforma levantou-se contra objectos supostamente sagrados.
  13. Muitos servos de Deus que antes estavam nesta prática hoje em dia se arrependem e ensinam contra.
  14. Trazer coisas de Israel e dizer que tem algum poder ou que são especiais é absurdo e equivocado. João 4: 21-24
  15. Trazer coisas da Nigéria, Zimbábue, África do Sul e dizer que são especiais, é muita ignorância.
  16. Não se faz doutrina em um único texto.
  17. Não se faz doutrina em um texto mal interpretado.
  18. Não se transforma uma inspiração ou orientação circunstancial e particular em uma doutrina.
  1. 20- Deus não revela aglo contra os seus princípios, a sua Palavra e a sua natureza.
  2. O facto de um profeta na bíblia usar o sal não significa que deve tornar-se uma prática das igrejas, pois não existe recomendação para tal. E nem o mesmo profeta tornou essa prática um costume.
  3. O facto de Jesus usar uma vez a sua saliva ou lodo para curar não torna isso uma prática para a igreja. Nem ele mesmo tornou isto um hábito!
  4. Mesmo que as pessoas são curadas ou libertas, isto não justifica o uso ou a venda desses elementos.
  5. Jesus curava multidões, mas não vendia e nem distribuía coisas para curar ou libertar. Pelo contrário, ainda dizia “não contem a niguém!!
  6. As pessoas foram curadas com lenços e aventais, mas não se tornou um sistema e nem se vendeu. Ele não recomendou essa prática em outras igrejas.


Conclusão

As falsas doutrinas são como morte na panela. O veneno mata mais do que a fome. As igrejas que aderem às falsas doutrinas ou toleram as heresias para agradar as pessoas cometem um grave engano. Ainda que uma multidão aplauda o erro, ele não se torna verdade por isso. Ainda que o erro doutrinário seja popular, não edifica. Ainda que logre êxito aos olhos dos homens, não é aprovado pelo céu. As falsas doutrinas enfraquecem, adoecem e matam.

 

Bibliografia

Bíblia Sagrada - versão digital, 6.7

Reflexões de João Simplício

The Word® - Software de estudo e exegese bíblico - 2003-2015 - Costas Stergiou©

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

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Erycson Dilangue Dos Santos Tomás é Evangelista, Licenciando em Direito pelo ISPEKA e Bacharel em Teologia pela FATEMI, de Curitiba, Brasil. É Pregador, palestrante, articulista, ensinador das Escrituras e comentarista de rádio. Leccionando também nos cursos básicos e intermédio de Teologia, as disciplinas de Teologia do Ministério, Hermenêutica, Heresiologia, Epístolas Pastorais, Provérbios, Evangelismo, Discipulado, Missiologia, Língua Portuguesa Lidera o Centro Boas Novas, no bairro Zona Verde 3, Benfica, em Luanda, afecto à Assembleia de Deus Pentecostal, Ministério Kilamba Kiaxi.

Casado com a Diaconisa Manuela Tomás é pai de três filhas: Emília de Cássia, Orquídea Eli e Íris Armanda.

Todos nós vivemos, ou seja, crescemos a ouvir que o homem tem essas ou aquelas responsabilidades e que a mulher tem essa ou aquelas responsabilidades. Então, o que deve ser essas tais responsabilidades, direitos ou deveres que cada um tem dentro do relacionamento? Até que ponto essas atribuições têm influências positivas ou negativas no relacionamento?

Como é formado os modelos mentais de cada um dos parceiros. Será que o que serve para um é exactamente o que serve para o outro?

Sabemos que quando existe uma união, seja ela, de amizade, amorosa, entre outras, cada indivíduo trás consigo os seus ideais que foram adquiridos ao longo da sua vida por intermédio dos seus pais ou pessoas na qual tiveram certa convivência.

Dentro de tudo que se observa, criamos os nossos modelos mentais, que são os conceitos que ficam enraizados no nosso inconsciente e ditam o nosso comportamento.

Existem conceitos ou ideias estruturadas em nossas mentes que ditam o nosso comportamento como: todo homem é igual/ toda mulher é a mesma coisa. Dentro destes pensamentos colectivos acreditamos que todos devem viver da mesma maneira ou supostamente viver de acordo a padrões estabelecidos sem alguma interrogação individual.

Agora, será que todo conceito trás consigo comportamentos aceitais? Onde surgem as divergências no relacionamento?

Quando um dos parceiros tenta impor ao outro seus costumes e hábitos sem dar oportunidade ao conjugue de expor seus sentimentos, crenças e habilidades.

Todo o comportamento dentro de um relacionamento deve ser pautado no direito de ambos se sentirem realizados emocionalmente.

Desta forma, tanto o homem como a mulher devem primar para um comportamento baseado em atitudes positivas.

Quando Deus criou o homem, viu que ele não podia viver sozinho e fez para ele uma companheira.

Então, Adão ao ver a mulher maravilhou-se e disse “ossos dos meus ossos e carne da minha carne”. Gênesis 2:23

Uma compreensão de que Adão e Eva se formaram para ser uma única carne com uma partilha única e aceitação.

Como deve ser o olhar do homem em relação à mulher?

  • Primeiro de que a mulher também é criatura de Deus;
  • Que Deus fez a mulher para que o homem não vivesse sozinho;
  • Que Deus fez a mulher para ser companheira do homem;
  • Que Deus fez a mulher com o objectivo de trazer alegria e felicidade ao homem.

Partindo deste pressuposto, entendemos que Deus fez homem e mulher para que vivesses em harmonia. Mas, essa harmonia só é possível se os comportamentos se ajustarem. Sabemos que cada um de nós cresceu em famílias com hábitos e atitudes diferentes.

Todavia, o que se deve ter em conta é que ninguém gosta de viver em um lugar onde não exista sossego, alegria e paz e que seus desejos e sentimentos não sejam respeitados.

Podemos assim definir o que é comportamento?

É a forma de proceder que as pessoas têm diante dos diversos estímulos que recebem e em relação ao ambiente na qual se desenvolvem.

Toda a informação recebida gera um comportamento.

Por isso, a que tomar atenção quando dizemos que todo o homem e igual ou toda a mulher é a mesma coisa ou ainda evitar conceitos generalizados que produzem comportamentos negativos, tais como: violência doméstica, abuso sexual, por parte de algumas pessoas que não atribuem a mulher o valor que dado por Deus.

Quando crianças escutamos os nossos pais a atribuírem tarefas diferentes as meninas e aos rapazes. Vivemos acreditando que o lugar da mulher é aqui e do homem é ali. Nada contra as regras básicas de convivência, porém, a vida em algumas situações nos oferece outra realidade. Homens e mulheres devem viver lado a lado e permitirem a estabilidade da família e da sociedade.

Padrões de vida não podem ser quebrados, mas podem ser ajustados em conformidade com a realidade que se vive.

Logo, o comportamento de cada um dos cônjuges deve estar ajustado a realidade que os mesmos vivem ou em função aquilo que serão os ideias do relacionamento.

Indivíduo – Mente – Comportamento – Resultados

Dentro de um relacionamento é obrigação dos parceiros procurarem a estabilidade da família, mesmo que existam tarefas atribuídas. Importa dizer que tudo que fizer pela sua família deve primeiro fazer por si. Tomar atenção que o lar é dos dois e que o que cada um fizer não estará a fazer somente para o parceiro, mas deve primeiro sentir-se útil no que faz e encontrar prazer em fazer. O acto deve ser voluntário, de coração e com amor. Para que isso aconteça, é necessário que os comportamentos estejam ajustados, por isso, listamos alguns comportamentos que lhe ajudarão em seu relacionamento:

  • Seja trabalhador

Procure sempre estar atento ao seu parceiro. Mostre disponibilidade para o ajudar em suas tarefas. Seja organizado com seu trabalho.

  • Seja amoroso

O amor é fundamental para todo o tipo de relacionamento. É afirmação do nosso sentimento em relação ao parceiro. Quem ama é generoso, é zeloso, e protege sua família.

  • Seja honesto e justo

Honestidade começa quando as pessoas são sinceras com elas mesmas em seus sentimentos. Não simular comportamentos é fundamental para que o parceiro consiga compreender o que realmente se passa. Não defraude o seu cônjuge. Não permita que mentiras entrem para o seu lar. Se passar pela sua mente que deve mentir ao seu parceiro por algum motivo ou por ter feito alguma coisa, o melhor é optar pelo diálogo.

  • Busque a santidade

Um bom comportamento é associado a uma vida de reflexão e santidade. Como nos afirma a bíblia: “Sede santos, porque eu sou santo”.1 Pedro 1:16.

O respeito, o amor, o saber falar com o parceiro, o ensinar, o orar juntos e dedicar tempos juntos para a educação dos filhos é importante.

Devemos em nosso tempo com Deus abrir espaço para pedir que nos ensine a cuidar da nossa família, cuidar da nossa linguagem e comportamento.

  • Seja um homem/mulher de oração

Saber colocar os assuntos nas mãos de Deus, ajuda a termos equilíbrio em nossas vidas. A oração molda o nosso interior. O casal que ora junto tem mais probabilidade de vencer as situações adversas da vida. Criar uma vida espiritual a dois faz com que o casal seja mais forte espiritualmente e compreende que antes de qualquer tomada de decisão, devem primeiro orar para que Deus oriente.

O segredo para ter um lar feliz está muito relacionado com a forma como olhamos para o nosso parceiro. É importante perceber que homens e mulheres foram criados para viverem em harmonia. Por isso, ame sua esposa, tenha pensamentos de paz, olhe para ela como o grande amor de sua vida, tenha a certeza que será correspondido à mesma medida.

“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. 1 Timóteo 5:8

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