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Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade (Pv 5.18).

Entre todas as comunidades conhecidas, sabe-se que a existência do ser humano passa pelo nascimento, crescimento, formação, família (frutificação) e morte. Para a constituição de família e consequente procriação, o homem (geralmente) procura por uma mulher que lhe corresponda, passando pela famosa fase chamada de namoro.

Contudo, os tempos que vivemos têm verificado uma grande deturpação dos valores morais, o que leva muitos jovens, inclusive cristãos, a praticar o namoro e o noivado à margem da sua cultura e até mesmo dos princípios das Escrituras. Aliada a esta realidade, a título de exemplo, tem-se verificado a prática sexual antes do casamento, o alto índice de casais infelizes e divórcios!

Onde estará o problema? Não são poucos os casos, onde o problema pode ser detectado num namoro ou casamento que não tem os princípios da palavra de Deus como referencial de conduta. Aliás, a pós-modernidade trás de volta algumas filosofias, tais quais:

  • O hedonismo - Se é bom faça;
  • O relativismo - Não existe uma conduta moral universal;
  • O antinomismo - Todo tipo de regra, norma ou lei é repressão;
  • O humanismo - O homem é a medida de todas as coisas (Protágoras), portanto tudo deve ser feito a pensar no homem e na sua satisfação!

Tais filosofias, além de servirem de argumento para os cépticos e defensores do sexo livre, acabam por influenciar a vida de muitos cristãos, que deveriam exactamente exercer influência como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13 -14).

I – NAMORO E NOIVADO NA CULTURA DOS POVOS BÍBLICOS

A palavra “namoro” não aparece na narrativa bíblica (apenas enamorar em Ez 23.5,12,16,20, com a ideia de se juntar um amante, pressupondo traição), nem a ideia que ela transmite era visível na cultura do povo judeu pois, para eles dois jovens eram considerados noivos logo após o acordo feito entre seus pais ou após uma cerimónia ritual.

É óbvio que o modelo cultural dos povos bíblicos não serve para todos os lugares e ocasiões. O próprio modelo dos tempos bíblicos tornou-se impraticável em algumas culturas, visto que envolvia entre outras coisas:

  • Idade mínima de 12 anos para as moças e 13 anos para os rapazes (tradição rabínica).
  • Os pais escolhiam na maioria das vezes com quem seus filhos casariam (Gn 24.33-53; Gn 21.21; Gn 28.1 -2; Gn 28.8-9; Gn 34.4-6; Gn 38.6; Jz 14.2-3; Js 15.16; I Sm 8.17, etc.).
  • Havia o pagamento do dote "mohar"(valor simbólico) feito pelo pretendente aos pais da moça (Gn 29.15; 34.12).
  • Era costume casar-se com um parente (Gn 24.4; 28.2; 29.19; Jz 14.3, etc.), isso evitava transferência dos bens das tribos, como também influências negativas de práticas idólatras e imorais. Deve-se salientar que no interior da família, eram proibidos os casamentos com parentes imediatos (Lv 18 e 20).
  • Os "esponsais" ou "promessa de casamento", uma vez quebrados, eram passíveis de penalidades a(s) partes responsáveis (I Sm 18.17-19; 18.26-27), visto que o "noivado" trazia consigo direitos e obrigações quase idênticos ao casamento.

Entretanto, embora não existe um padrão universal para o namoro, noivado e casamento, não podemos deixar de observar os valores da nossa cultura e de aproveitar o que de útil tem a cultura dos povos bíblicos.

II – CONCEITUAÇÃO E DEFINIÇÃO DE NAMORO E NOIVADO

A fronteira entre namoro e noivado é muito ténue pois, de acordo a nossa praxe todo noivo é namorado, mas nem todo namorado é noivo.

O dicionário define namoro como acto ou efeito de namorar, galanteio, relação de namorados. Temos dito também que namoro é o compromisso entre duas pessoas do sexo oposto, cuja intenção é inicial é a de se conhecerem e se ajustarem.

Por outro lado, o noivado é visto como condição de quem é noivo (comprometido); período de tempo em que alguém permanece noivo de outrem. Ou ainda como condição de quem se comprometeu casar com outra pessoa, de quem está noivo; Compromisso de casamento entre duas pessoas (ex.: jantar de noivado); Período que decorre entre a oficialização desse compromisso e o dia de casamento.

O namoro, juntamente com o noivado (para o cristão), pode ser definido como um relacionamento entre duas pessoas de sexos opostos, baseado no amor, tendo por finalidade maior, a preparação para um casamento dentro da vontade de Deus.

É importante realçar que o noivado segue-se ao início da relação amorosa (namoro), onde se verifica uma maior responsabilidade, um compromisso mais sério.

De acordo a prática cultural em algumas partes de Angola, um homem só é considerado noivo após ter feito o pedido ou alembamento (festa grande entre as famílias do casal, com apresentação de Carta e pagamento do dote), sendo visto pela família da mulher como pessoa responsável e recebido como genro, com direito à mesa posta, jantar e roupa lavada. Daí que é considerado também como casamento tradicional. Isto significa que aquele que apenas fez Apresentação, o famoso “bate-portas” (que é um evento simples e simbólico) ainda não é noivo.

Apesar de mudar quanto a forma, o namoro e noivado em todas as culturas, devem moldar-se aos princípios da castidade, fidelidade, compromisso, respeito, verdade e amor.

III – QUESTÕES PRÁTICAS

  1. Quando começar a namorar? Quando se estiver pronto para enfrentar os desafios que uma relação amorosa e o casamento impõem. Isto implica terminar os estudos, ter um emprego, maturidade, etc.
  2. Com quem namorar? Crente namora com crente (2 Co 6.14-16) da mesma linha de credo e costumes (Nm 36.5-9). Imagine crentes de denominações e posições teológicas diferentes casando-se: no final de semana para qual igreja iriam? Batizariam seus filhos por imersão ou aspersão? Ensinariam seus filhos ou não sobre o baptismo com o Espírito Santo e os dons espirituais? Quais costumes adoptariam?

III.1 – Motivações erradas para se começar um namoro

Existem muitos jovens que não se dão bem no namoro ou têm um casamento infeliz, porque tiveram a motivação errada ao/para começar o namoro.

Aparência física, interesses econômicos, políticos e financeiros, imposição dos pais, influência dos amigos, desespero (impulsos sexuais, insegurança, etc.), não são bons motivos para namorar

III.2 – Como fazer a escolha certa?

Algumas questões precisam ser consideradas na hora de escolher com quem casar-se:

  1. Buscar a vontade de Deus, que envolve: Orar em toda e qualquer situação (1 Ts 5.17);
  2. Ter a Palavra de Deus como instrumento de análise das motivações para o casamento, como também do perfil de conduta do futuro cônjuge (SI 119.105);
  3. Analisar as orientações divinas em condições especiais, tendo cuidado de não usar a excepção como regra (Gn 24.10-14). Isso implica o cuidado com os “ungidos” que profetizam casamentos, muitas vezes por emoção;
  4. Usar o bom senso, e observar a conduta do(a) pretendente como filho (disposição para trabalhar, respeito aos pais, obediência, etc.). Geralmente bons filhos tomam-se bons cônjuges;
  5. Perceber as afinidades mútuas: valores e projetos espirituais (dedicação e vocação); valores e projetos pessoais (preferências gerais, filhos, trabalho, estudos, etc.); valores físicos (aparência, higiene, saúde, etc.).

Conclusão

O jovem cristão que inicia um namoro deve ter como propósito o casamento dentro da vontade de Deus, devendo para este fim tomar alguns cuidados, tais como:

O descompromisso ou "ficar" (Pv 5.18; Ml 2.1-14); intimidades físicas resultantes de tentações, supostas provas de amor, prova de virilidade, imprudência, carnalidade, etc. (I Ts 4.3-7); sexo pré-conjugal (Gn 2.24; I Co 7.9; 2 Co 11.2).

Você que é um jovem cristão precisa entender que um namoro e casamento fora da vontade de Deus só lhe trarão desgaste, sofrimento, frustrações e feridas difíceis de serem cicatrizadas. Vale a pena esperar e fazer a vontade de Deus!

Bibliografia

Bíblia Sagrada - versão digital, 6.7

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa https://www.priberam.pt/dlpo/noivado

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa https://www.priberam.pt/dlpo/namoro

Germano, ALTAIR. Reflexões: Por Uma Prática Cristã Autêntica e Transformadora. 2ª ed. AGN Gráfica, 2010

The Word® - Software de estudo e exegese bíblico - 2003-2015 - Costas Stergiou©

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Erycson Dilangue Dos Santos Tomás é Evangelista, Licenciando em Direito pelo ISPEKA e Bacharel em Teologia pela FATEMI, de Curitiba, Brasil. É Pregador, palestrante, articulista, ensinador das Escrituras e comentarista de rádio. Leccionando também nos cursos básicos e intermédio de Teologia, as disciplinas de Teologia do Ministério, Hermenêutica, Heresiologia, Epístolas Pastorais, Provérbios, Evangelismo, Discipulado, Missiologia, Língua Portuguesa Lidera o Centro Boas Novas, no bairro Zona Verde 3, Benfica, em Luanda, afecto à Assembleia de Deus Pentecostal, Ministério Kilamba Kiaxi.

Casado com a Diaconisa Manuela Tomás é pai de três filhas: Emília de Cássia, Orquídea Eli e Íris Armanda.

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8)

 

É comum ouvirmos ideias erradas sobre a Bíblia e Deus. Infelizmente, muitos crentes sinceros são enganados e, por ingenuidade, não conseguem perceber seu erro. Há pessoas que dizem que não existem pensamentos errados sobre Deus. Essas pessoas também afirmam: “o que importa é cada um praticar a religião com sinceridade. Não existe apenas uma verdade sobre Deus”.

Reflicta um pouco: se alguém, mesmo com muita sinceridade, lhe der um medicamento errado, você vai ficar bom?

I – ALGUNS FACTOS SOBRE DOUTRINA

  1. A Bíblia é dada para doutrinar (ensinar) (2 Tm 3.16-17);
  2. Temos que continuar na doutrina dos apóstolos (At 2.42);
  3. Os pregadores devem se dedicar à doutrina (1 Tm 4.13);
  4. Nenhuma doutrina falsa deve ser permitida (1 Tm 1.3);
  5. Nossa doutrina deve ser incorrupta (Tt 2.10);
  6. Temos que nos desviar/ separar da falsa doutrina (Rm 16.17).

II – PORQUÊ ESTUDAR SOBRE O PERIGO DAS FALSA DOUTRINAS

  1. Jesus alertou acerca de falsos ensinadores (Mt 7.15-17);
  2. Paulo alertou acerca de falsos ensinadores (At 20.29-30; 2 Tm 3.13; 2 Tm 4.3-4);
  3. Pedro alertou acerca de falsos ensinadores e disse que muitos os seguiriam (2 Pd 2.1-2);
  4. João alertou acerca de falsos ensinadores (1 Jo 2.18-20);
  5. Judas alertou acerca de falsos ensinadores (Jd 3-4).

III – ALGUMAS DOUTRINAS FALSAS COM QUE A IGREJA SE DEPARA

III.1 – O ensinamento falso que salvação é por graça mais obras

A Bíblia responde:

  1. A Bíblia diz que salvação é pela graça sem obras e que as obras seguem após a salvação (Rm 4.1-6; Ef. 2.8-10; Tt 3.4-8).
  2. A Bíblia diz que graça e obras não podem ser misturadas (Rm 11.6).
  3. Graça significa um dom gratuito. Salvação é chamada um dom 16 vezes no Novo Testamento. Se salvação requer algum tipo de obras, então não é verdadeiramente um dom (a palavra dom vem do Latimdonu e significa presente, dádiva). O dom de Deus é gratuito para o pecador porque Jesus Cristo adquiriu-o com grande preço através de Seu sangue e morte na cruz.

III.2 - O ensinamento falso que os bebés devem ser baptizados

A Bíblia Responde:

  1. O baptismo é somente para quem crê (Mc 16.15; At 8.36-38). Quando uma criança é crescida o suficiente para crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, então pode ser baptizada. Mas um bebé não pode fazer isto.
  2. Nenhum bebé foi baptizado no Novo Testamento. Alguns dizem que devia haver bebés em casa de Cornélio pois seus criados e amigos estavam presentes (At 10.24, 47). Pelo contrário, At 11.17 diz que aqueles que foram salvos e baptizados com Cornélio foram aqueles que acreditaram no Senhor Jesus Cristo. Obviamente estes não eram bebés.
  3. Consoante cada denominação, bebés poderão apenas ser apresentados/dedicados a Deus, conforme se fez com Jesus (Lc 2.27-33).

III.3 – O falso ensino sobre necessidade de comprar/usar coisas ungidas

Não se pode dizer que em algum momento Deus não pode usar alguma coisa, um objeto, etc. Mas não se deve dogmatizar e nem começar a se vender objectos ungidos como meios para o milagre. Porquê?

  1. Não existem bases neotestamentárias para a venda de objectos supostamente santos.
  2. A igreja primitiva não vendia coisas.
  3. Pedro também não vendeu e nem mandou distribuir e muito menos, temos indícios disso nas igrejas que os apóstolos dirigiam.
  4. Paulo não vendeu, não levou objectos ungidos nas suas viagens e nem mandava objectos junto com as suas cartas.
  5. João não vendeu e nem distribuía coisas às igrejas.
  6. Tiago não vendeu e nem distribuía coisas.
  7. Nos evangelhos, em Actos, nas epístolas e nem em Apocalipse temos textos que podem apoiar a distribuição e a venda de coisas ungidas.
  8. Às 7 igrejas da Ásia Menor não foram enviados objectos, mas cartas.
  9. A venda de objectos fere o princípio que diz: de graça recebestes, de graça daí. Mateus 10:8
  10. A bíblia diz que a fé vem pelo ouvir, não através de coisas. Romanos 10: 17
  11. A prática da venda de coisas supostamente sagradas nunca foi aprovada na história da igreja como algo bíblico; a igreja corrompida a praticou e os remanescentes condenaram.
  12. A reforma levantou-se contra objectos supostamente sagrados.
  13. Muitos servos de Deus que antes estavam nesta prática hoje em dia se arrependem e ensinam contra.
  14. Trazer coisas de Israel e dizer que tem algum poder ou que são especiais é absurdo e equivocado. João 4: 21-24
  15. Trazer coisas da Nigéria, Zimbábue, África do Sul e dizer que são especiais, é muita ignorância.
  16. Não se faz doutrina em um único texto.
  17. Não se faz doutrina em um texto mal interpretado.
  18. Não se transforma uma inspiração ou orientação circunstancial e particular em uma doutrina.
  1. 20- Deus não revela aglo contra os seus princípios, a sua Palavra e a sua natureza.
  2. O facto de um profeta na bíblia usar o sal não significa que deve tornar-se uma prática das igrejas, pois não existe recomendação para tal. E nem o mesmo profeta tornou essa prática um costume.
  3. O facto de Jesus usar uma vez a sua saliva ou lodo para curar não torna isso uma prática para a igreja. Nem ele mesmo tornou isto um hábito!
  4. Mesmo que as pessoas são curadas ou libertas, isto não justifica o uso ou a venda desses elementos.
  5. Jesus curava multidões, mas não vendia e nem distribuía coisas para curar ou libertar. Pelo contrário, ainda dizia “não contem a niguém!!
  6. As pessoas foram curadas com lenços e aventais, mas não se tornou um sistema e nem se vendeu. Ele não recomendou essa prática em outras igrejas.


Conclusão

As falsas doutrinas são como morte na panela. O veneno mata mais do que a fome. As igrejas que aderem às falsas doutrinas ou toleram as heresias para agradar as pessoas cometem um grave engano. Ainda que uma multidão aplauda o erro, ele não se torna verdade por isso. Ainda que o erro doutrinário seja popular, não edifica. Ainda que logre êxito aos olhos dos homens, não é aprovado pelo céu. As falsas doutrinas enfraquecem, adoecem e matam.

 

Bibliografia

Bíblia Sagrada - versão digital, 6.7

Reflexões de João Simplício

The Word® - Software de estudo e exegese bíblico - 2003-2015 - Costas Stergiou©

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

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Erycson Dilangue Dos Santos Tomás é Evangelista, Licenciando em Direito pelo ISPEKA e Bacharel em Teologia pela FATEMI, de Curitiba, Brasil. É Pregador, palestrante, articulista, ensinador das Escrituras e comentarista de rádio. Leccionando também nos cursos básicos e intermédio de Teologia, as disciplinas de Teologia do Ministério, Hermenêutica, Heresiologia, Epístolas Pastorais, Provérbios, Evangelismo, Discipulado, Missiologia, Língua Portuguesa Lidera o Centro Boas Novas, no bairro Zona Verde 3, Benfica, em Luanda, afecto à Assembleia de Deus Pentecostal, Ministério Kilamba Kiaxi.

Casado com a Diaconisa Manuela Tomás é pai de três filhas: Emília de Cássia, Orquídea Eli e Íris Armanda.

Muitas mulheres cristãs que foram “esquecidas”, mesmo sendo muito influentes no primeiro e no segundo século. Especialmente, por que naquele período o cristianismo eram em certos aspectos mais progressista em relação às mulheres do que hoje.

A reflexão sobre papel das mulheres no desenvolvimento e expansão da Igreja desde os primórdios da Igreja; leva-nos a uma análise que deve começar desde as primeiras comunidades cristãs.

Nos nossos dias, ainda é preciso ampliar mais os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja. Porque ‘o génio feminino é necessário em todas as expressões da vida social; por isso deve ser garantida a presença das mulheres também no âmbito de vários lugares onde se tomam as decisões importantes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais.

A reflexão, apresenta o quanto foi importante o papel desempenhado pelas mulheres que assumiram para si uma função entendida como discipulado entre iguais, isto é, o homem e mulher como promotoras da mensagem libertadora originário do evangelho.

Assim, buscou-se entender tais pressupostos dentro da leitura de género, alicerçando uma compreensão a partir do seguimento de Jesus de Nazaré, que não fez acepção de pessoas, nem de classes, religião, cultura e muito menos, de sexo. Pode- se notar que a própria comunidade cristã primitiva acolhia a figura de algumas mulheres que assumiram um papel de igualdade, movidas pela conversão à Palavra de Deus anunciada por Jesus Cristo e que, muito contribuíram para que o cristianismo nascente pudesse ser vivido, assumido e anunciado entre os judeus e pagãos daquela época.

O objectivo dessa análise é de apresentar uma leitura da situação das mulheres a partir do mundo judaico nos primórdios do cristianismo, ou seja, algumas poucas décadas após a ressurreição de Jesus Cristo, tendo como ponto de partida a actuação das mesmas com vistas à expansão do movimento de Jesus, aos tempos actuais.

Trata-se de uma leitura feita dentro de um novo paradigma: a questão de género, isto é, uma interpretação realizada a partir de uma hermenêutica que tem como objectivo uma análise com enfoque crítico e libertador no que concerne ao papel protagonizado por algumas mulheres. Elas, numa sociedade em que eram totalmente excluídas, puderam actuar nas comunidades cristãs em igualdade com homens, dentre eles a figura proeminente de Paulo de Tarso, entre outros.

Assim, procurar-se-á́ realizar uma leitura do texto dos Actos dos Apóstolos a partir da questão de género, em busca de ler nas entrelinhas, nas poucas e breves referencias, algumas mulheres que, não obstante suas condições culturais, sociais e religiosas, possibilitaram, com suas acções decisivas, colaborar para a expansão do cristianismo nascente.

O PAPEL DAS MULHERES NAS PRIMEIRAS COMUNIDADES CRISTÃS

A actuação das mulheres nas primeiras comunidades cristãs dentro do enfoque compreendido como a questão de género ou leitura de género, com vistas a situar o perfil daquelas que se inseriram no âmbito do anúncio do evangelho nos primórdios do período do cristianismo. Essa participação da mulher poderá ser compreendida dentro de uma actuação mais plena ou como aquela que acolhe em sua casa os líderes cristãos, viabilizando, por conseguinte, o trabalho missionário.

Para compreender a importância da mulher, bem como do papel que esta desempenhou na comunidade cristã primitiva, faz-se necessário contextualizá-la dentro do seu meio cultural, religioso, social e histórico.

Pois a comunidade cristã primitiva não estava fora desse contexto, e é preciso admitir que nem sempre foi fácil distinguir o núcleo da vida cristã da sociedade vigente.

Muitas mulheres cristãs que foram “esquecidas”, mesmo sendo muito influentes no primeiro e no segundo século. Especialmente, por que naquele período o cristianismo eram em certos aspectos mais progressista em relação às mulheres do que hoje.

A verdade é que as mulheres desempenharam um papel fundamental na divulgação da nova fé cristã através de redes familiares e de amizades. A autoridade delas nas comunidades cristãs foi conquistada no desempenho como líderes comunitárias ou pequenas empresárias. Além de passarem os princípios da nova fé aos seus filhos.

Uma das únicas mulheres mencionadas no livro de Actos é Lídia, a vendedora de púrpura. Ela foi uma das primeiras pessoas a patrocinarem o ministério de Paulo.

Também lembrada pela tradição cristã é Perpétua, que viveu em Cartago no final do segundo século. Seu testemunho de fé ficou famoso na época em que era grande a perseguição. Ela se recusou a negar a sua fé, indo contra a vontade de seu pai e acabou sendo martirizada. Seu diário, escrito enquanto aguardava a execução na prisão, seria considerado um documento radical demais para o mundo de hoje.

Isso demonstra o comprometimento dela e provaria, ao contrário das opiniões da maioria dos teólogos, o papel da mulher no início do cristianismo

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Conceição Junero João (Malunda Kaianda) é professora, directora do Departamento Teológico, Missões e facilitadora do curso pré-nupcial na Assembleia de Deus Pentecostal do Maculusso, em Luanda. Membro da OPSA: Ordem dos Psicólogos de Angola, do CICA: Conselho de Igrejas Cristãs de Angola, do Projecto Ana da Rádio Transmundial- Angola, da OMUC: Organização das Mulheres Cristãs de Angola. Licenciada em Teológia pelo Instituto Bíblico de Pindamonhangaba em São Paulo Brasil, e Psicologia Clinica pela Universidade Privada de Angola

Todos nós vivemos, ou seja, crescemos a ouvir que o homem tem essas ou aquelas responsabilidades e que a mulher tem essa ou aquelas responsabilidades. Então, o que deve ser essas tais responsabilidades, direitos ou deveres que cada um tem dentro do relacionamento? Até que ponto essas atribuições têm influências positivas ou negativas no relacionamento?

Como é formado os modelos mentais de cada um dos parceiros. Será que o que serve para um é exactamente o que serve para o outro?

Sabemos que quando existe uma união, seja ela, de amizade, amorosa, entre outras, cada indivíduo trás consigo os seus ideais que foram adquiridos ao longo da sua vida por intermédio dos seus pais ou pessoas na qual tiveram certa convivência.

Dentro de tudo que se observa, criamos os nossos modelos mentais, que são os conceitos que ficam enraizados no nosso inconsciente e ditam o nosso comportamento.

Existem conceitos ou ideias estruturadas em nossas mentes que ditam o nosso comportamento como: todo homem é igual/ toda mulher é a mesma coisa. Dentro destes pensamentos colectivos acreditamos que todos devem viver da mesma maneira ou supostamente viver de acordo a padrões estabelecidos sem alguma interrogação individual.

Agora, será que todo conceito trás consigo comportamentos aceitais? Onde surgem as divergências no relacionamento?

Quando um dos parceiros tenta impor ao outro seus costumes e hábitos sem dar oportunidade ao conjugue de expor seus sentimentos, crenças e habilidades.

Todo o comportamento dentro de um relacionamento deve ser pautado no direito de ambos se sentirem realizados emocionalmente.

Desta forma, tanto o homem como a mulher devem primar para um comportamento baseado em atitudes positivas.

Quando Deus criou o homem, viu que ele não podia viver sozinho e fez para ele uma companheira.

Então, Adão ao ver a mulher maravilhou-se e disse “ossos dos meus ossos e carne da minha carne”. Gênesis 2:23

Uma compreensão de que Adão e Eva se formaram para ser uma única carne com uma partilha única e aceitação.

Como deve ser o olhar do homem em relação à mulher?

  • Primeiro de que a mulher também é criatura de Deus;
  • Que Deus fez a mulher para que o homem não vivesse sozinho;
  • Que Deus fez a mulher para ser companheira do homem;
  • Que Deus fez a mulher com o objectivo de trazer alegria e felicidade ao homem.

Partindo deste pressuposto, entendemos que Deus fez homem e mulher para que vivesses em harmonia. Mas, essa harmonia só é possível se os comportamentos se ajustarem. Sabemos que cada um de nós cresceu em famílias com hábitos e atitudes diferentes.

Todavia, o que se deve ter em conta é que ninguém gosta de viver em um lugar onde não exista sossego, alegria e paz e que seus desejos e sentimentos não sejam respeitados.

Podemos assim definir o que é comportamento?

É a forma de proceder que as pessoas têm diante dos diversos estímulos que recebem e em relação ao ambiente na qual se desenvolvem.

Toda a informação recebida gera um comportamento.

Por isso, a que tomar atenção quando dizemos que todo o homem e igual ou toda a mulher é a mesma coisa ou ainda evitar conceitos generalizados que produzem comportamentos negativos, tais como: violência doméstica, abuso sexual, por parte de algumas pessoas que não atribuem a mulher o valor que dado por Deus.

Quando crianças escutamos os nossos pais a atribuírem tarefas diferentes as meninas e aos rapazes. Vivemos acreditando que o lugar da mulher é aqui e do homem é ali. Nada contra as regras básicas de convivência, porém, a vida em algumas situações nos oferece outra realidade. Homens e mulheres devem viver lado a lado e permitirem a estabilidade da família e da sociedade.

Padrões de vida não podem ser quebrados, mas podem ser ajustados em conformidade com a realidade que se vive.

Logo, o comportamento de cada um dos cônjuges deve estar ajustado a realidade que os mesmos vivem ou em função aquilo que serão os ideias do relacionamento.

Indivíduo – Mente – Comportamento – Resultados

Dentro de um relacionamento é obrigação dos parceiros procurarem a estabilidade da família, mesmo que existam tarefas atribuídas. Importa dizer que tudo que fizer pela sua família deve primeiro fazer por si. Tomar atenção que o lar é dos dois e que o que cada um fizer não estará a fazer somente para o parceiro, mas deve primeiro sentir-se útil no que faz e encontrar prazer em fazer. O acto deve ser voluntário, de coração e com amor. Para que isso aconteça, é necessário que os comportamentos estejam ajustados, por isso, listamos alguns comportamentos que lhe ajudarão em seu relacionamento:

  • Seja trabalhador

Procure sempre estar atento ao seu parceiro. Mostre disponibilidade para o ajudar em suas tarefas. Seja organizado com seu trabalho.

  • Seja amoroso

O amor é fundamental para todo o tipo de relacionamento. É afirmação do nosso sentimento em relação ao parceiro. Quem ama é generoso, é zeloso, e protege sua família.

  • Seja honesto e justo

Honestidade começa quando as pessoas são sinceras com elas mesmas em seus sentimentos. Não simular comportamentos é fundamental para que o parceiro consiga compreender o que realmente se passa. Não defraude o seu cônjuge. Não permita que mentiras entrem para o seu lar. Se passar pela sua mente que deve mentir ao seu parceiro por algum motivo ou por ter feito alguma coisa, o melhor é optar pelo diálogo.

  • Busque a santidade

Um bom comportamento é associado a uma vida de reflexão e santidade. Como nos afirma a bíblia: “Sede santos, porque eu sou santo”.1 Pedro 1:16.

O respeito, o amor, o saber falar com o parceiro, o ensinar, o orar juntos e dedicar tempos juntos para a educação dos filhos é importante.

Devemos em nosso tempo com Deus abrir espaço para pedir que nos ensine a cuidar da nossa família, cuidar da nossa linguagem e comportamento.

  • Seja um homem/mulher de oração

Saber colocar os assuntos nas mãos de Deus, ajuda a termos equilíbrio em nossas vidas. A oração molda o nosso interior. O casal que ora junto tem mais probabilidade de vencer as situações adversas da vida. Criar uma vida espiritual a dois faz com que o casal seja mais forte espiritualmente e compreende que antes de qualquer tomada de decisão, devem primeiro orar para que Deus oriente.

O segredo para ter um lar feliz está muito relacionado com a forma como olhamos para o nosso parceiro. É importante perceber que homens e mulheres foram criados para viverem em harmonia. Por isso, ame sua esposa, tenha pensamentos de paz, olhe para ela como o grande amor de sua vida, tenha a certeza que será correspondido à mesma medida.

“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. 1 Timóteo 5:8

Membros do Gabinete de Acompanhamento de Centros e Congregações (GACC) estiveram na manha de hoje (14/4) no Centro Cenáculo El-Betel, em cumprimento de sua agenda anual. 

Eram cerca de 10h30min quando a comitiva chefiada pelo pastor Manuel Vieira (pelo departamento de missões) chegou ao Centro Cenáculo El Betel. A comitiva composta pelo Pastor José Alves (Secretario), Pastor Eliseu D'Alva Teixeira (área jurídica) Evangelista Paulo Augusto (departamentos de Jovens), Evangelista Isacel Loumingou (departamento de finanças) e Evangelista Filipe Campos (Departamento de informação e media). 

A delegação que já era aguardada recebeu as calorosas boas-vindas da parte do líder do Centro pastor Cabral de Sousa que manifestou a sua satisfação pala visita do Gabinete de Acompanhamento. 

A delegação teve o ensejo de participar de um culto bastante abençoado onde a manifestação do poder do Deus invisível foi visível e sentidos na vida dos presentes. 

Em visita particular a cidade de Luanda, o Reverendo Daniel António presbítero provincial do Huambo e pastor presidente do ministério Maranata naquela Cidade foi a agradável surpresa humana presente no local acompanhado de sua digníssima esposa. 

Após o final do culto o Gabinete reuniu-se com pastor Cabral de Sousa e os obreiros do referido Centro para informar-se dos principais problemas que afectam aquele Centro. Do diálogo ameno e aberto foram recolhidas as preocupações emergentes e as urgentes bem com sugestões para o melhoramento da obra do Senhor neste ministério. O Pastor Manuel Vieira,justificou também a ausência do Director e do vice-director do GACC, nomeadamente Reverendo Enoque Gomes e Pastor João Arlindo da Silva. 

O Centro El Betel, está localizado no distrito urbano do Sambizanga, arredores da antiga Casa Branca e é liderado pelo pastor Cabral de Sousa.

Sentimento é um desejo que nasce dentro do coração do homem por alguma coisa que lhe desperte atenção e que lhe é aprazível aos olhos. Cada um de nós desenvolve sentimentos positivo ou negativo dependendo da situação que estivermos a viver.

Não fica indiferente quanto à relação conjugal que é a união de sentimentos positivos e saudades que ambos dentro do mesmo decidem serem felizes mutuamente sem que ocorra uma interrupção por motivo alheio à vontade dos parceiros.

Quando amamos decidimos ser fiel a pessoa amada, fidelidade esta que começa de forma individual, isto é, uma decisão voluntária. Desta forma, dizemos que a fidelidade é o comprometimento de ser leal ao cônjuge. E esta lealdade começa no emocional, pensamentos puros.

O contrário de fidelidade, ou seja, o antónimo de fidelidade é a infidelidade que é definida como sendo a quebra de um pacto, uma aliança, de um acordo ou mesmo um contrato que os cônjuges livremente e dentro das suas capacidades psíquicas saudáveis fazem um ao outro de não se defraudarem e respeitarem os sentimentos de amor e união.

Como começa a infidelidade?

A infidelidade ela começa na mente, ninguém é infiel somente por olhar, mas por olhar e desejar, por criar pensamentos e alimentar desejo que não seja pela pessoa amada. Ela não acontece por acaso nem por acidente, é estruturada na mente de quem deseja ser infiel.

Ela pode estar associada às seguintes causas:

  • Insatisfação pessoal - é um sentimento de infelicidade consigo mesmo. O indivíduo tem algumas falhas concernente a aceitação, autoestima, amor próprio, pessimismo, sentimento de inferioridade produzido pela sua consciência, insegurança, medo, indecisão e a autovalorizarão.

Na insatisfação pessoal o indivíduo está sempre a procura de aceitação por parte de terceiros, somente o elogio do parceiro(a) não é suficiente. Ele(a) sentisse mais realizado quando escuta de outros palavras de apreço, afectividade. A autoaceitação é importante no relacionamento. Pessoas que nunca se aceitam, que se consideram feias e que pensam que não agradam seus parceiros ou que seus parceiros não se sentem felizes ao seu lado têm grande probabilidade de serem infiéis, pós estão sempre a procura de elogios por meio de terceiros e quando isso acontece surge o sentimento de dependência afectiva e consequentemente procura-se estar mais próxima a pessoa que a elogia, porque se sente bem, e começa a tirar atenção que deveria dar a pessoa amada, neste caso, o cônjuge e atribui a outra pessoa.

Frases como: ele(a) elogiou-me; disse que estou bonito(a); gosta do meu sorriso; preocupa-se comigo.

Tudo isso porque ele(a) não consegue acreditar em si mesmo(a).

  • Falta de compromisso - a pessoa não se sente correspondia nas suas expectativas de vida em relação ao relacionamento. É quando o parceiro não se sente apoio. Não existe exigências nem cumprimento de regras. O casal não se compromete com o futuro, com a casa, com os filhos. Tudo fica na responsabilidade de uma das partes.
  • Insatisfação Sexual: acredita que o parceiro não corresponde suas vontades. Está sempre a desejar mais e mais, todavia não fala ao parceiro sobre esse desejo sexual. Não existe diálogo da vida sexual do parceiro. Dentro disso, ele(a) pensa que o parceiro não se esforça o suficiente para o aguardar. Daí surge a necessidade de pensar se fosse com uma outra pessoa seria melhor e diferente.
  • Pensamentos lascivos: cuide dos seus pensamentos. Evite filmes, revistas que possam prejudicar a sua mente. Uma das fontes que pode causar a infidelidade é acreditar que tudo que se assisti ou se lê pode ser reproduzido no mundo físico, isto, é ser materializado. A pessoa em causa não toma consciência de que cada pessoa é uma pessoa, e seu parceiro é totalmente diferente ao que se assiste ou se lê. Logo, tenta fazer comparações descabidas e tenta procurar fora o que supostamente, dentro do seu imaginar, não encontra dentro, no parceiro.

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”. Tiago 1:14,15

Tipos de Infidelidade.

Talvez podemos pensar que a de infidelidade é somente quando há envolvimento sexual. Mas ela pode ocorrer de várias maneiras, numa simples conversa, troca de mensagem e elogios.

Sendo assim podemos destacar a prior dois tipos de infidelidade conjugal.

  • Infidelidade emocional: ela acontece quase sempre de uma amizade que vai desenrolando para a intimidade, isto é, quando um dos cônjuges troca momentos de cumplicidade com uma outra pessoa.

Como saber se está a ser infiel ao seu parceiro?

Fique atento!

  • Passar muito tempo ao telefone com outra pessoa.
  • Enviar constatemente mensagem.
  • Sentir falta da voz ou de estar com a pessoa.
  • Criar um profundo apego, mas sem actividade sexual.
  • Imaginar essa pessoa sexualmente.

“Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”. Mateus 5:28

  • Infidelidade sexual: tudo pode começar com um simples olhar num detalhe corporal de outra pessoa e alimentar esse olhar com desejo de saber como essa pessoa é fisicamente. Aí começa a imaginação e vai se criando sentimentos e desejos. Por vezes, a pessoa em causa não se apercebe até que é surpreendido(a) com a seguinte frase: tens um corpo invejável ou que braços fortes. A infidelidade sexual é associada a atracção física.

O parceiro depois de despertar curiosidade em relação ao corpo da outra pessoa, tudo faz para que aconteça o envolvimento sexual.

“E aconteceu que numa tarde David se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista. Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela”. 2 Samuel 11:2 - 4

A infidelidade sexual é um acto voluntário, como podemos ver o Rei David primeiro viu e depois cobiçou e em seguida agiu, consumado assim a infidelidade.

Quer evitar a infidelidade?

  • Ame seu(a) parceiro(a);
  • Respeite-o (a);
  • Valorize seu relacionamento;
  • Tenha autoestima;
  • Cuide dos seus pensamentos;
  • Escolha suas amizades;
  • Honre e teme a Deus.

“Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente”. Tito 2:12

Que Deus proteja seu lar!

 

Quica Ferrão____

Licenciada em Língua Portuguesa e Comunicação, é membro da Assembleia de Deus Pentecostal Ministério do Maculusso, professora da Escola Bíblica Dominical e responsável do sector de comunicação do departamento da juventude local.

"COMO TÊM SIDO GERIDOS OS CASOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO SEIO DA IGREJA"

Recentemente acompanhamos um caso chocante: O caso de Carolina, a jovem senhora encontrada morta dentro da fossa em sua própria casa. O marido de Carolina confessou ter morto e colocado o corpo da esposa na fossa de casa.

O mais chocante é que ambos eram ministros do evangelho cultuando na mesma denominação. Portanto estamos perante um caso de violência doméstica no seio de um lar cristão.

Mas antes de aprofundarmos tentaremos fazer algumas definições.

Violência doméstica: é qualquer forma de violência que seja praticada dentro do contexto familiar.

Consiste num padrão de comportamento violento que parte de uma pessoa contra outra, dentro de casa, em casamentos ou uniões de facto. Além de acontecer entre cônjuges pode também vitimar crianças ou idosos.

A violência entre cônjuges é denominada violência conjugal. A maioria absoluta dos casos de violência doméstica ocorre de homens contra mulheres.

Tipos de violência doméstica

  1. Violência física: qualquer tipo de comportamento que ocasione danos à saúde do corpo ou a integridade física da vítima.
  1. Violência sexual: qualquer tipo de comportamento que obrigue alguém a participar ou presenciar atos de natureza sexual, sem que tenha dado consentimento para isso. A pessoa pode ter sido obrigada por meio de ameaças, uso de força física, suborno, chantagem, coação, etc. Também constituí violência sexual: Impedir a utilização de métodos contraceptivos.
  1. Violência moral: qualquer acção que leve alguém a sofrer difamação, injúria ou calúnia.
  1. Violência patrimonial: destruição, retenção ou privação da posse de itens de alguém como: documentos, instrumentos de trabalho, bens, objectos, dinheiro, etc.
  1. Violência psicológica: condutas que causem algum tipo de dano a saúde psicológica do indivíduo podendo levar a diminuição do auto- estima ou prejuízo do seu desenvolvimento pessoal.

Ex: - Controle de crenças, decisões, acções ou comportamento de alguém.

- Manipulação

- Humilhação

- Perseguição

- Insultos

- Isolamento forçado

- Obstrução do direito de ir e vir

Causas da violência doméstica

  1. Ciúmes
  2. Desemprego
  3. Pobreza
  4. Problemas com dinheiro
  5. Consumo de álcool e drogas
  6. Machismo (o homem sente-se o “ dono” da mulher)
  7. Recusa em manter relações sexuais
  8. Desobediência da mulher
  9. Falta de diálogo
  10. Dificuldades no trabalho
  11. Vivências infantis de agressão ou violência parenteral

Ciclo da violência doméstica

É uma maneira para se entender mais facilmente como esse processo se manifesta na sociedade, principalmente entre casais.

1º A fase de tensão: É nela em que os insultos e ameaças acumulam-se.

2º A fase da agressão: É nela aonde ocorre a agressão física, numa explosão violenta e descontrolada da tensão acumulada até ao momento.

3º A fase de lua de mel:

Na qual o agressor pede perdão, faz juras e mudanças de comportamento ou age como se a agressão não tivesse ocorrido. Tende a ficar mais calmo e carinhoso, no momento em que a mulher imagina que a agressão não voltará a repetir-se…

O ciclo repete- se e as agressões tornam-se cada vez mais danosas e as fases acontecem em intervalos menores.

Assim, permanecer num contexto de violência como esse, sem ajuda de família, amigos ou da igreja faz com que os riscos de consequências graves só aumentem.

A vítima precisará de apoio e não de ser julgada.

Depois de terem sido descortinados alguns aspectos sobre a violência doméstica, reflictamos sobre como têm sido geridos os casos de violência doméstica no seio da igreja.

Infelizmente no nosso meio quando uma mulher casada é agredida pelo marido, a maior parte das pessoas coloca panos quentes e dizem: Aguenta só, vai melhorar… A nossa sociedade não tem sido suficientemente dura com o agressor, o que faz com que tais práticas sejam cada vez mais frequentes. Até a polícia diz: Isto é briga de casal, resolvam entre vocês em casa. E temos visto muitas mulheres a serem queimadas, espancadas e mortas pelos próprios maridos.

A igreja deve ser a 1ª a levantar-se e a combater este tipo de prática.

O marido em nenhum momento deve agredir a sua esposa, pois a Bíblia diz em:

Efésios 5:28-29: “ Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo”.

“Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a alimenta e sustenta como também, o Senhor à igreja”.

I Pedro 3:8:” Maridos coabitai com elas com entendimento dando honra a mulher como vaso mais fraco… para que não sejam impedidas as vossas orações.

Portanto o marido deve amar a sua esposa, protege-la e cuida-la e nunca agredi-la.

Não existe ninguém que não falhe, que não cometa algum excesso. Mas vamos supor que um marido cristão agrida a sua esposa cristã, num momento de ira descontrola-se e agrida a sua mulher ( o típico ciclo de violência doméstica).

Como deve ser a gestão deste caso no seio da igreja?

De acordo a Bíblia sagrada:

Em Mateus 18:15: “ Ora se o teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só.

Marido cristão agride a sua mulher pela 1ª vez, a mulher deve conversar com o seu marido acerca desta conduta, que é errada, é pecado. Com o objectivo que o marido deixe tal prática. E é claro, a mulher deve perdoar e orar pelo seu marido.

E se depois de alguns meses o marido volta a agredir a esposa?

Mateus 18:16: “ Se o teu irmão não te ouvir leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada”.

A mulher pode recorrer a um ou dois cristãos idóneos (ex. padrinhos) e com bom testemunho, pode também recorrer a um pastor, um líder cristão para abordar o assunto e o marido deve estar presente. Tudo isto no intuito de resolver o problema e também ajudar o marido a mudar de comportamento.

Mas infelizmente o que se nota é que no seio da própria igreja a mulher cala-se, fecha-se em copas. Porque em alguns casos a mulher é ensinada a sofrer em silêncio, a somente ter fé e a orar porque as coisas vão melhorar.

A oração tem poder e a mulher cristã que é vítima de agressão deve orar, mas para além de orar, ela deve seguir a orientação bíblica para a sua própria segurança e para libertação do marido.

E se depois de tudo isto: A mulher já conversou com o marido, cristãos idóneos já repreenderam o marido, inclusive o marido já foi disciplinado, mas mesmo assim continua com a violência: Agride a mulher, deixando-lhe inclusive marcas no corpo. O que esta mulher deve fazer a seguir?

Mateus 18:17: “ Dize-o a igreja e se também não escutar a igreja, considera-o gentio e publicano.

Estou a falar de um marido que agride recorrentemente a sua mulher. Ciclos de violência cada vez mais frequentes e danosos para a esposa.

Pecado recorrente, o marido não quer melhorar, a liderança da igreja deve reunir com os membros da igreja ( ex. membros baptizados ou corpo ministerial), expor o caso, repreender o irmão perante a assembleia e orientar o irmão a deixar tal prática.

Amados a Bíblia é muito linda, tem orientação para tudo.

Porém se o irmão insistir na mesma prática:

Mateus 18:17: “ Se também não escutar a igreja, considera como um gentio e publicano”.

Paulo em I Coríntios 5:5 disse: “ Seja entregue a satanás para a destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus”.

I Coríntios 5:13: “ Tirai pois entre vós a esse iniquo”.

Pela Bíblia podemos entender, que se o marido em causa insistir no mesmo pecado depois de passar por todas as fases citadas, deve ser expulso da igreja.

E como fica a esposa diante de tudo isto? Uma vez que o marido foi considerado gentio, foi expulso da igreja?

A mulher não deve ter nenhum tipo de ressentimento contra este marido.

Como ele já foi considerado gentio, a irmã deve procurar a polícia, para que a polícia tome as medidas que se impõem para esses casos.

Se mesmo assim a polícia já foi accionada, já repreendeu o agressor e mesmo assim ele não melhora…Continua a agredir a esposa, a mulher vê que tem risco de perder a vida… A mulher deve fugir, fugir deste marido.

E existe base bíblica para isto, porque muitos dirão é só orar irmã! Orar sim! Mas agir também!

Se a vida da mulher está em risco, o marido quando bate tranca a porta, a mulher já foi parar ao hospital por causa das agressões, já deu queixa a polícia e nada… A mulher deve fugir.

Eis aqui 2 exemplos bíblicos:

  1. Herodes estava a matar todos os meninos de 2 anos para baixo, pois queria matar Jesus. O anjo do Senhor orientou a José e Maria a fugirem com o menino para o Egipto (Mateus 2: 13-16).

Deus podia ter resolvido a situação de outro modo, mas não o fez. Eles tiveram que fugir, para que Jesus não fosse morto.

  1. Exemplo de Davi

Saúl estava com ciúmes de Davi, tinha tanta ira que queria matá-lo, a situação ficou tão difícil para Davi que ele teve que fugir (I Samuel 19:9-12).

Davi era um homem de oração, um homem de fé, que venceu Golias, mas teve que fugir para não ser morto por Saúl.

Caso de violência doméstica com risco de vida, a orientação bíblica é Foge!

Não estamos aqui a fazer apologia ao divórcio, mas quando há risco de perder a vida para um dos lados, depois de serem esgotados todos os recursos para resolver o problema, o último recurso é a separação.

A igreja deve posicionar-se a luz da Bíblia quanto a violência doméstica, para que outras vidas não sejam ceifadas como o caso fatídico da nossa irmã Carolina.

“ Porque a violência doméstica é crime e é pecado!”

 

Maria Baptista Carlos__________

É diaconisa e coordenadora da sector de evangelisto da juventudo do Maculusso.

Construindo a mesma linguagem

A linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos sentimentos, ideias, opiniões e pensamentos. Ela pode ser verbal e não – verbal e, está relacionada ao fenómeno comunicativo. Onde há comunicação, há linguagem.

Quando falamos em linguagem verbal incluímos a fala e a escrita e a não – verbal está relacionada aos gestos, símbolos e músicas entre outros.

Como vimos, para que exista comunicação é necessário que haja linguagem. Todos nós nos comunicamos através de gestos, sons, escrita, fala, desenho. Logo, a linguagem dentro de um relacionamento é fundamental para que se possa ter uma ligação mente e corpo.

A maneira como nos expressamos com o nosso parceiro contribui em grande parte para a representação mental das ideias na mente do nosso companheiro e, é necessário que aprendamos a utilizar uma linguagem na qual o parceiro possa se rever e sentir aceite.

Na linguagem precisamos ter flexibilidade suficiente para sermos capazes de entrar de alguma maneira na realidade do outro.

Usar a linguagem do seu parceiro ajuda, ou seja, faz com que consigamos compreender os seus predicados e permite criar a mesma ou semelhante representação mental das ideias, uma vez que cada um tem suas próprias crenças, mas podemos criar ideias semelhantes de modos a construir um relacionamento mente e corpo.

Toda a informação que processamos vem por meio de três sistemas diferentes: Sinestésico, Auditivo e visual. Desta forma, devemos ter muito cuidado com as expressões agressivas, com os gestos inadequados e com a maneira de olhar para o parceiro. Pois, tudo que seu comportamento denunciar vai automaticamente ser a mensagem que ficará gravada no inconsciente seu parceiro.

Para que construamos a mesma linguagem de modos a desenvolver uma mente casada é necessário que conheçamos os predicados do nosso companheiro e a posterior usá-los para que possamos identificar o que o nosso parceiro gosta ou não gosta.

Predicado é aquilo que se declara a respeito do sujeito.

Algumas vezes, já escutamos expressões como: ele/a não me ouve; nunca estamos de acordo; ele/a parece que não entende; sempre a mesma coisa, falo, falo e sempre o mesmo erro. Tudo isso porque os predicados não são os mesmos, e quando não são os mesmos, é muito difícil ter uma comunicação mental saudável.

Desta forma, conhecer a linguagem do seu companheiro vai ajudar a equilibrar a relação e permitir uma comunicação ou vida mental saudável no relacionamento.

Vamos aos predicados negativos.

  1. Não gosto;
  2. Não faça;
  3. Fale baixo;
  4. Não me irrite;
  5. Pare com isso;
  6. Sempre a mesma coisa;
  7. Não falo mais;
  8. Fica assim;
  9. Estou cansado/a;
  10. Nunca muda;

Predicativos que indicam descontentamento por alguma coisa que se vai repetindo e que o parceiro já esgotou todas as possibilidades para um relacionamento melhor. Se conseguirmos entender o motivo que leva o parceiro recorrer a tais afirmações podemos compreender que alguma coisa no nosso comportamento não agrada o outro. E uma vez entendido os predicados, primar pelo diálogo construtivo, nada de acusações, reconhecer os erros é virtude.

Agora, vamos predicados positivos

  1. Obrigada/o;
  2. Sinto-me satisfeito/a;
  3. Ele/a entendeu;
  4. Alegrou-me;
  5. Sou feliz;
  6. Falamos a mesma língua;
  7. Ele /a ouviu o que eu disse;
  8. Parece que ele adivinhou meus pensamentos;
  9. Vamos fazer juntos;
  10. Conhece os meus gostos.

Todo o parceiro gosta de sentir que sua linguagem é entendida e que a mesma produz satisfação ao outro. Quando assim não acontece surge as cobranças, o descontentamento, e o sentimento de inferioridade pode tomar conta da mente e aí entender que não tem um companheiro, mas sim uma pessoa que está totalmente longe daquilo que é entender os sentimentos do companheiro.

Dentro dos predicativos positivos encontramos dois factores importantes que ajudam na construção dos casados de corpos com mentes casadas.

Vejamos,

  • Use as palavras que seu companheiro usa - Palavras de afirmação do seu companheiro, podem também ser as suas palavras para que ele se sinta mais familiarizado consigo. Use seus termos preferidos.

Se seu parceiro usar sempre a expressão “máximo” implica dizer que essa é uma expressão preferida. Tenta usar a mesma palavra na sua linguagem. Como, hoje fiz uma comida que está o máximo. Vais assistir aquele jogo que tem jogadores que são o máximo.

Entenda que alguns termos ajudam muito a compreender as representações mentais do seu parceiro.

  • Use a mesma tonalidade, velocidade e volume de voz – se seu parceiro fala consigo com um tom moderado, calmo e baixo, não há motivos para que você fale em tom alto, acelerado e áspero.

Fale da maneira como seu parceiro fala. Assim permite que ele se sinta confortável ao seu lado e permite a harmonia e bem-estar no relacionamento.

Alguns casos de brigas e confusões, advém das falsas interpretações que nós permitimos que nossos parceiros façam de nós por não sabermos usar a palavra certa no momento certo e não conhecer os predicativos que podem levar seu parceiro a satisfação ou a insatisfação.

Cuidar da forma como se fala e a linguagem que se usa ajuda a construir uma estrutura sólida dentro da relação. O que muitos dizem, como ele/a sabe o que o outro ia dizer ou leste o pensamento do teu parceiro/a.

“Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo”. Amós 3:3

Quica Ferrão____
licenciada em Língua Portuguesa e Comunicação, Membro da Assembleia de Deus Pentecostal Ministério do Maculusso, professora da Escola Bíblica Dominical

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