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Benguela desafiada a ganhar dez porsento da população em cinco anos

O Reverendo Francisco Domingos Sebastião esteve nos dias 13, 14 e 15 de Dezembro de visita a província de Benguela.

A chegada, o mais alto mandatário da Assembleia de Deus Pentecostal, recebeu as portas da Cidade do Lobito comprimentos de Boas-vindas do Presbítero Provincial de Benguela Reverendo Armando dos Santos, que se fez acompanhar do vice-presbítero Provincial Reverendo Juliano Sassoma, do Secretario Reverendo Agostinho Hamavoko, do tesoureiro provincial Reverendo Horácio Florentinos dos Santos dos ministros e obreiros locais bem como uma avalanche de crentes que foram o prestar o seu calor humano.

Seguidamente, a delegação deslocou-se a sede da administração Municipal onde foi recebida pela administradora municipal adjunta para área política, social e das Comunidades a Dr. Maria Calesso Samuel Firmino em representação do Administrador municipal Dr. Nelson da Conceição que se encontrava na Catumbela para inauguração da centralidade daquela municipalidade.

A governante manifestou em nome das autoridades, o ensejo de continuar a ter a igreja como parceira do Estado realçando o seu grande contributo na moralização da sociedade e na pacificação dos Espíritos.

Na ocasião o Reverendo agradeceu pela calorosa recepção e o apoio que tem sido prestado à igreja pelas autoridades da província.

O dia terminou com a participação da comitiva ida de Luanda em um jantar organizado pelo secretariado provincial de Benguela.

Catumbela será a sede provincial da Assembleia de Deus Pentecostal

No segundo dia de actividades na provincial de Benguela, o Reverendo Francisco Domingos Sebastião e a equipe que o acompanhava deslocaram-se ao Município da Catumbela, onde fez o lançamento da primeira pedra daquela que será a futura sede do Secretariado Provincial da Assembleia de Deus Pentecostal.

Acompanhado do Reverendo José Troco Nunda, vice-presidente da Convenção Geral, dos membros do secretariado Provincial da Assembleia de Deus Pentecostal; O pastor percorreu os duzentos metros da largura do tereno que tem de comprimento trezentos metros.

Na sequência dos trabalhos o Representante Legal, deslocou-se a cidade do Cubal sede do Município com o mesmo para ali constatar o grau de cumprimento das orientações emanadas por altura da criação do ministério Cubal em Junho último.

Ali o líder foi recebido em apoteoso pelos crentes que inundaram as ruas para receber o ilustre representante de Deus.

Feitas as cortesias de casa pelo vice-presbítero provincial Reverendo Juliano Sassoma, coube ao líder máximo da ADP na província de Benguela Reverendo Armando dos Santos a apresentação ao povo do Cubal o líder e guia espiritual dos Assembleianos de Cabinda ao Cunene.

O Ministério Cubal é liderado pelo Reverendo Anás Gombe Chivinda, e resulta da remodelação efectuada na província de Benguela pelo secretariado Nacional em Junho último.

Salientar que os primeiros trabalhos de evangelização do Cubal remontam ao século passado dos esforços missionários do Ministério Sinai liderado pelo Reverendo Mário Prata, presbítero da Região Centro Oeste.

O líder deixou um desafio à liderança da igreja no Cubal e os fies no sentido de desenvolverem esforços para que nos próximos cinco anos dez porcento da população do município sejam alcançados para Cristo.

Situada a 146 km da Cidade de Benguela, tem uma dimensão 4,794 km2 e uma população estima em 287, 931 habitantes. Limita a Norte com o município do Bocoio, a Este com o município da Ganda, a Sul com o município de Chongoroi e a Oeste com o município de Caimbambo. O município compõe-se de quatro comunas: Cubal, Yambala, Capupa e Tumbulo (Lomaum).

Conferencia Provincial de Obreiros

No último dia de serviço, Benguela a cidade capital da Província com o mesmo nome foi o centro das actividades.

Nesta cidade o Reverendo participou do Encerramento da primeira conferencia Provincial de Obreiros que decorreu de 10 a 15 do corrente mês sobre o Tema: Ganhemos e salvemos almas para o Senhor.

O culto de encerramento decorreu na sede do Ministério Bétel liderado pelo Reverendo Armando dos Santos e contou com a participação de membro da sociedade civil, autoridades religiosas e governamentais.

Danças e cânticos espirituais marcaram a festa de encerramento onde foi apresentado em detalhes o programa de governação para o decénio 2020 /2030 da actual liderança da província que tem como um dos principais objectivos o início e conclusão da sede administrativa da Assembleia de Deus Pentecostal naquela cidade.

O reverendo Francisco D. Sebastião, disse estar esperançoso em óptimos resultado nos próximos tempos para Benguela. No mesmo esteiro o vice-presidente Reverendo José Troco Nunda, disse que a direcção Nacional esta com os olhos virados para Benguela e cré que Benguela tem pernas para andar e dar bons frutos.

Luanda – Mil e oitocentos era o número provisório de novos membros baptizados domingo, dia 1 de Dezembro na praia da Corimba em Luanda.

O Baptismo colectivo encerrou o ano baptismal da igreja Assembleia de Deus Pentecostal Ministério Maculusso com chave de ouro. A igreja que realiza baptismo quadrimestral tem presentemente perto de cem mil membros e está presente em quase todas as províncias de Angola bem como possui representação em países da Europa.

MACULUSSO UMA IGREJA QUE MARCHA

A igreja que tem como lema “Maculusso uma igreja que Marcha” tem sua nova sede localizada na Rua AL nº11, Distrito Urbano De Talatona; realiza anualmente três sessões de baptismo e dois cultos gerais de concentração denominados EFADPM ou seja Encontro da Família da Assembleia de Deus Pentecostal Ministério Maculusso. O primeiro encontro acontece em Junho ao termino da Jornada Espiritual de cinquenta dias de oração e jejum denominada Batalha do Pentecostes que é realizada entre a pascoa e o domingo de Pentecostes. Nesta jornada a igreja enfatiza o ensino dos distintivos Pentecostais, baptismo no Espírito Santo com evidência inicial em falar em línguas, dons do Espírito Santo, evangelização e missões como uma característica da igreja apostólica de actos. O segundo encontro acontece em Novembro com a realização da EBOM, a Escola Bíblica de Obreiros do Maculusso. A EBOM tem como objectivo capacitar os ministros e cooperadores da igreja nas mais diversas matérias e culmina com a realização do segundo EFADPM.

Para o presente ano a EBOM teve como tema “A LIDERANÇA JOSUETICA; UMA LIÇÃO A TER EM CONTA NO SÉCULO XXI” e decorreu de 19 a 24 do pretérito mês de Novembro cujo encerramento reuniu mais de 14 mil pessoas em duas sessões na sede da igreja que tem uma capacidade de cerca de 6 mil pessoas assentadas.

As próximas aulas baptismais tem início em Janeiro de 2020 sendo o primeiro baptismo marcado para o primeiro Domingo de Abril do mesmo ano.

Todo a nossa vida é um processo na qual ganhamos experiências ao longo do tempo e com as mesmas vem a maturidade.

Quando vamos crescendo, algumas coisas se perdem pelo caminho e ganhamos outras por questão da necessidade e da adaptação com a nova realidade que a vida nos propõe. Na vida conjugal não é diferente, quando nos juntamos com um ser totalmente diferente de nós, pois sabemos que cada um tem a sua crença, seus valores e tudo que constitui sua personalidade e sua mentalidade. Dentro deste parâmetro de diferenças e de ser diferente a que se manter o equilíbrio no lar a este nos chamamos de maturidade no relacionamento.

Podemos definir maturidade como a capacidade de analisar, ceder, ter consciência do que quer, saber compreender e agir no momento certo.

Ninguém atingi a maturidade de um dia para o outro. Ela é um processo de acertos e erros. Como vem a maturidade? Ela é uma experiência de vida e com a vida. Começa quando o homem consegue tomar noção que seus actos devem ser analisados e que existem escolhas na vida que devem ser repensadas, quando compreende o estado emocional dos outros e as suas próprias emoções.

A maturidade também está relacionada com o equilíbrio emocional, como lidar com os sentimentos, o que é realmente importante, saber o que falar e quando falar.

Deveria dizer que não se podia entrar para um casamento sem maturidade. Mas nem sempre quando entramos para um relacionamento, entramos já com a devida maturidade. Penso que entramos para viver o tal amor, a tal paixão, sem ao menos pensar ou analisar que a vida a dois é muito mais do que amor, paixão ou sexo. É companheirismo, diálogo, aceitação, renúncia, confissão, ajuda e trabalho. Todo este pacote deve estar associado a maturidade que se deveria ter antes do casamento. Saber que vamos encontrar muitas situações adversas, que não são para a separação do casal, mas sim, para que a relação se fortaleça mais e mais.

Dentro do relacionamento é necessário que ambos os parceiros saibam administrar as próprias emoções, isso é, manter o equilíbrio emocional, controlar seus impulsos.

Como é desempenhada a maturidade dentro do relacionamento.

Descrevemos para si sete pontos importantes para um relacionamento saudável.

Todo o relacionamento passa por momentos difíceis, os chamados altos e baixo. Brigas surgem, desentendimentos, o que pode afetar os sentimentos. Para que possamos vencer está fase é necessário:

  • Equilíbrio emocional

É a capacidade de lidar com os sentimentos, ou seja, com o que se está a sentir no momento, sem perder a razão. É manter-se calmo, controlar as próprias emoções e entender as emoções do parceiro. Ter a capacidade de buscar o motivo que levou seu companheiro a agir de tal modo.

A bíblia nos fala que uns dos frutos do Espírito Santo, o domínio próprio, Gálatas 5: 22. Acreditamos que é a capacidade de o cristão controlar suas emoções face as situações da vida, para que tenha uma vida equilibrada dentro da graça. Quando conseguimos controlar as nossas emoções nos tornamos mais lúcidos para as tomadas de decisões.

  • Empatia

Nada melhor do que se colocar no lugar do próximo e tentar viver o que ele está a viver, para deduzir que sentimento podemos sentir se o mesmo acontecer connosco. Para que o casamento atinga o seu clímax no que concerne à maturidade, ambos os cônjuges devem sempre se colocar no lugar do outro. Não faça ao outro aquilo que não gosta que te façam.

Compreender o sentimento, o choro ou mesmo um olhar de insatisfação é importante e faz toda a diferença na relação.

  • Sinceridade

Quando supostamente temos a maturidade, ou somos maduros, temos consciência que todas as palavras têm consequências, e que um ato de mentira pode colocar seu relacionamento em risco. Ser sincero com os seus sentimentos e com o do parceiro, ajuda a manter a confiança de um para com outro. Exprimir os sentimentos não é falar o que se quer e como se quer, mas falar o que se deve e da melhor maneira possível.

  • Ser responsável

A responsabilidade no lar deve ser dividida entre ambos, para que a relação seja mais saudável. Não é colocar tudo nas mãos do outro e dizer é tua responsabilidade. Também não é fazer as coisas de qualquer maneira, só porque tem alguém que parece ser mais atento e organizado do que você. Seja organizado, prestativo e cumpra com as suas tarefas dentro do lar, não como forma de obrigação, mas sim como dever para a vossa harmonia e felicidade.

  • Assumir seus erros

Ninguém está ausente de falhas ou erros. Por isso, se conseguir evitar o erro melhor, caso não, saiba reconhecer e pedir perdão. Procure corrigir e buscar pela mudança e estabilidade do relacionamento.

  • Controlar as finanças

Uns dos factores que provoca alguma instabilidade entre os casais está relacionado com as finanças. A maneira como lidas com o dinheiro faz toda a diferença. O casal deve saber no que aplicar, como aplicar e também fazer uma poupança.

  • Cuidar do pensamento

A forma como pensamentos em relação ao nosso parceiro define a maneira como será o nosso comportamento perante ele. Todavia, tenha pensamento de paz, cuide da imagem do seu cônjuge que está dentro de si. Não permita que influencias externas tomem conta da sua mente ao ponto de começar a buscar o que não existe.

Tomamos atenção que é função dos dois fazerem alguma coisa para o vosso lar, lembre-se que brigas não são motivos de separação, mas sim que alguns pontos não estão ajustados e que devem ser analisados. Expressar sempre o que incomoda, porém, saber fazê-lo de forma adequada vai definir como o problema será terminado. Maturidade no relacionamento não é se negar em favor do outro e sim viver em favor da relação. Os cônjuges devem se conhecer, ter momentos à sós e manter uma conversa com um tom de voz adequado.

Quica Ferrão____
licenciada em Língua Portuguesa e Comunicação, Membro da Assembleia de Deus Pentecostal Ministério do Maculusso, professora da Escola Bíblica Dominical

QUARENTA E QUATRO ANOS DE LIBERDADE


Lucapa – O conselho presbiteral da Assembleia de Deus Pentecostal (ADP) no município do Lucapa, província da Lunda-Norte, realizou na manha de ontem, um culto de agradecimento a Deus pelo quadragésimo quarto aniversário da independência Nacional.


O culto que teve lugar na sede do Ministério Nova Aliança liderado pelo Reverndo David Manuel de Sousa, secretario da região leste e Presbítero Municipal do Lucapa da Assembleia de Deus Pentecostal, reuniu os ministérios sediados naquela localidade do leste de Angola.


Para o efeito deslocou-se aquela cidade sua excelência Reverendo Francisco Domingos Sebastião Presidente da Convenção Geral acompanhado de sua mui digna esposa diaconisa Teresa Muhongo Sebastião, do Vice – Presidente Reverendo José Troco Nunda, do Secretario Geral Reverendo Enoque Gomes bem como o director Nacional do Conselho Fiscal pastor António Sampaio.


Com inicio às dez horas da manhã contou com a participação de membros dos ministérios locais da Assembleia de Deus Pentecostal que apresentaram ao Senhor hinos de louvores. Adoração e acções de graças.


Sobre o Tema 44 anos de liberdade o Representante Legal da ADP, Reverendo Francisco Domingos Sebastião exortou os fies a preservar na fé e a conservar as vitorias alcançadas “As pessoas muitas vezes esquecem-se daqueles que se sacrificaram” disse o Representante Legal. “um líder que encontra igreja pronta muitas vezes não sabe honrar o sacrifício daquele que iniciaram a obra”.


Foi um momento bastante festivo que culminou com um almoço de confraternização.

conselho regional do leste com novos membros

Saurimo - Encerrou na manhã de Domingo (10), na cidade de Saurimo a 3° conferência regional do Leste. A actividade que foi presidida ao mais alto nível por sua excelência Reverendo Francisco Domingos Sebastião acompanhado de sua dignissima esposa diaconisa Teresa Muhongo Sebastão, dos membros do executivo central da Assembleia de Deus Pentecostal nomeadamente Reverendo José Troco Nunda vice-representante Legal, Reverendo Enoque Gomes Secretario Geral, Pastor António Sampaio director do Conselho Fiscal da ADP e contou com a presença do delegado Provincial da Justiça e dos Direitos humanos, Dr. Isidro Paulo Gonçalves em representação do Governador da Província.

O evento contou também com a participação do musico Evangelista Emanuel Junero do ministério Ebenezer em Luanda que com seu jeito característico levou os crentes a momentos maravilhosos de adoração e louvores sendo seguido pelo maravilhoso coral Shalom. Cerca de quatro mil e quinhentos crentes em representação dos membros e ministros da região estiveram no Estádio das Mangueiras participando da festa.

O culto ficou marcado com a tomada de posse de novos membros da direcção regional e provincial da Assembleia de Deus Pentecostal nomeadamente Reverendo Domingos José para o cargo de vice - Presbítero regional do leste, Reverendo David Manuel de Sousa para o cargo de Secretário Regional do Leste, Reverendo Luís Nhamutenga para o cargo de Tesoureiro Regional do Leste.

Ainda na senda das nomeações para composição e formalização dos ministérios províncias foram empossados os seguintes pastores:

Reverendo David Manuel de Sousa para o cargo de vice - Presbítero Provincial da Lunda Norte, Reverendo Chihuto Caimbo para o cargo de Vice Presbítero Provincial da Lunda Sul, Reverendo José Pereira para o cargo de Secretário Provincial da Lunda Norte, Reverendo Mateus Caxala para o cargo de tesoureiro provincial da Lunda Norte, Reverendo João Chipopa para o cargo de Tesoureiro provincial da Lunda Sul e Reverendo Luís Nhamutenga para o cargo de Presbítero Provincial do Moxico.

De salientar que a conferência teve início na passada terça-feira (5), reflectindo a temática a Crise e o Resgate de Valores Morais na Família.

NOVA ERA PARA IGREJA DO BENGO

O Secretariado Geral da Assembleia de Deus Pentecostal, representado por sua excelência Reverendo José Troco Nunda vice-Representante Legal, Reverendo Enoque Gomes, Secretário-geral e Francisco Tucha Quimbundo, Tesoureiro Geral esteve ontem na Cidade de Caxito, Província do Bengo onde fez o empossamento do recém-eleito Secretariado provincial da ADP.

A cerimónia que decorreu no Cine teatro Caxito contou com participação distinta de convidados das autoridades Religiosas, autoridades civis, autoridades militares da região bengo bem como alguns idos de Luanda.

Tomaram posse na ocasião o Reverendo Manuel Gikila – Presbítero provincial, Reverendo João Agostinho – Vice-Presbítero Provincial, Reverendo Manuel João Secretário Provincial e Reverendo Alberto António José – Tesoureiro provincial.

A Cerimonia foi marcada pela apresentação de hinos e cantos de Louvores pelos Corais do Maculusso representado no acto pelas Senhoras do Centro Tenda da Gloria de Deus, coral El – Shadai, coral Ebenezer e Cafarnaum.

Foi mensageiro de Deus o Reverendo Francisco Tucha Quimbundo que enfatizou a necesidadede humildade e sabedoria para levar avante tamanha obra.

Com uma população estimada de 429.322 habitantes ocupando uma área de 31 371 km², sendo a província menos povoada de Angola. A província do Bengo é composta pelos municípios do Dande, Ambriz, Bula Atumba, Dembos, Nambuangongo e Pango Aluquém. A província do Bengo limita-se ao norte com as províncias do Zaire e Uíge; ao leste com a província do Cuanza Norte; ao sul com a província de Luanda, e; ao oeste com o Oceano Atlântico.

A província tem como capital a cidade de Caxito, no município do Dande sendo este o maior e mais populoso municipio.

Moderou o culto o pastor Miranda Luís da Costa.

Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade (Pv 5.18).

Entre todas as comunidades conhecidas, sabe-se que a existência do ser humano passa pelo nascimento, crescimento, formação, família (frutificação) e morte. Para a constituição de família e consequente procriação, o homem (geralmente) procura por uma mulher que lhe corresponda, passando pela famosa fase chamada de namoro.

Contudo, os tempos que vivemos têm verificado uma grande deturpação dos valores morais, o que leva muitos jovens, inclusive cristãos, a praticar o namoro e o noivado à margem da sua cultura e até mesmo dos princípios das Escrituras. Aliada a esta realidade, a título de exemplo, tem-se verificado a prática sexual antes do casamento, o alto índice de casais infelizes e divórcios!

Onde estará o problema? Não são poucos os casos, onde o problema pode ser detectado num namoro ou casamento que não tem os princípios da palavra de Deus como referencial de conduta. Aliás, a pós-modernidade trás de volta algumas filosofias, tais quais:

  • O hedonismo - Se é bom faça;
  • O relativismo - Não existe uma conduta moral universal;
  • O antinomismo - Todo tipo de regra, norma ou lei é repressão;
  • O humanismo - O homem é a medida de todas as coisas (Protágoras), portanto tudo deve ser feito a pensar no homem e na sua satisfação!

Tais filosofias, além de servirem de argumento para os cépticos e defensores do sexo livre, acabam por influenciar a vida de muitos cristãos, que deveriam exactamente exercer influência como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13 -14).

I – NAMORO E NOIVADO NA CULTURA DOS POVOS BÍBLICOS

A palavra “namoro” não aparece na narrativa bíblica (apenas enamorar em Ez 23.5,12,16,20, com a ideia de se juntar um amante, pressupondo traição), nem a ideia que ela transmite era visível na cultura do povo judeu pois, para eles dois jovens eram considerados noivos logo após o acordo feito entre seus pais ou após uma cerimónia ritual.

É óbvio que o modelo cultural dos povos bíblicos não serve para todos os lugares e ocasiões. O próprio modelo dos tempos bíblicos tornou-se impraticável em algumas culturas, visto que envolvia entre outras coisas:

  • Idade mínima de 12 anos para as moças e 13 anos para os rapazes (tradição rabínica).
  • Os pais escolhiam na maioria das vezes com quem seus filhos casariam (Gn 24.33-53; Gn 21.21; Gn 28.1 -2; Gn 28.8-9; Gn 34.4-6; Gn 38.6; Jz 14.2-3; Js 15.16; I Sm 8.17, etc.).
  • Havia o pagamento do dote "mohar"(valor simbólico) feito pelo pretendente aos pais da moça (Gn 29.15; 34.12).
  • Era costume casar-se com um parente (Gn 24.4; 28.2; 29.19; Jz 14.3, etc.), isso evitava transferência dos bens das tribos, como também influências negativas de práticas idólatras e imorais. Deve-se salientar que no interior da família, eram proibidos os casamentos com parentes imediatos (Lv 18 e 20).
  • Os "esponsais" ou "promessa de casamento", uma vez quebrados, eram passíveis de penalidades a(s) partes responsáveis (I Sm 18.17-19; 18.26-27), visto que o "noivado" trazia consigo direitos e obrigações quase idênticos ao casamento.

Entretanto, embora não existe um padrão universal para o namoro, noivado e casamento, não podemos deixar de observar os valores da nossa cultura e de aproveitar o que de útil tem a cultura dos povos bíblicos.

II – CONCEITUAÇÃO E DEFINIÇÃO DE NAMORO E NOIVADO

A fronteira entre namoro e noivado é muito ténue pois, de acordo a nossa praxe todo noivo é namorado, mas nem todo namorado é noivo.

O dicionário define namoro como acto ou efeito de namorar, galanteio, relação de namorados. Temos dito também que namoro é o compromisso entre duas pessoas do sexo oposto, cuja intenção é inicial é a de se conhecerem e se ajustarem.

Por outro lado, o noivado é visto como condição de quem é noivo (comprometido); período de tempo em que alguém permanece noivo de outrem. Ou ainda como condição de quem se comprometeu casar com outra pessoa, de quem está noivo; Compromisso de casamento entre duas pessoas (ex.: jantar de noivado); Período que decorre entre a oficialização desse compromisso e o dia de casamento.

O namoro, juntamente com o noivado (para o cristão), pode ser definido como um relacionamento entre duas pessoas de sexos opostos, baseado no amor, tendo por finalidade maior, a preparação para um casamento dentro da vontade de Deus.

É importante realçar que o noivado segue-se ao início da relação amorosa (namoro), onde se verifica uma maior responsabilidade, um compromisso mais sério.

De acordo a prática cultural em algumas partes de Angola, um homem só é considerado noivo após ter feito o pedido ou alembamento (festa grande entre as famílias do casal, com apresentação de Carta e pagamento do dote), sendo visto pela família da mulher como pessoa responsável e recebido como genro, com direito à mesa posta, jantar e roupa lavada. Daí que é considerado também como casamento tradicional. Isto significa que aquele que apenas fez Apresentação, o famoso “bate-portas” (que é um evento simples e simbólico) ainda não é noivo.

Apesar de mudar quanto a forma, o namoro e noivado em todas as culturas, devem moldar-se aos princípios da castidade, fidelidade, compromisso, respeito, verdade e amor.

III – QUESTÕES PRÁTICAS

  1. Quando começar a namorar? Quando se estiver pronto para enfrentar os desafios que uma relação amorosa e o casamento impõem. Isto implica terminar os estudos, ter um emprego, maturidade, etc.
  2. Com quem namorar? Crente namora com crente (2 Co 6.14-16) da mesma linha de credo e costumes (Nm 36.5-9). Imagine crentes de denominações e posições teológicas diferentes casando-se: no final de semana para qual igreja iriam? Batizariam seus filhos por imersão ou aspersão? Ensinariam seus filhos ou não sobre o baptismo com o Espírito Santo e os dons espirituais? Quais costumes adoptariam?

III.1 – Motivações erradas para se começar um namoro

Existem muitos jovens que não se dão bem no namoro ou têm um casamento infeliz, porque tiveram a motivação errada ao/para começar o namoro.

Aparência física, interesses econômicos, políticos e financeiros, imposição dos pais, influência dos amigos, desespero (impulsos sexuais, insegurança, etc.), não são bons motivos para namorar

III.2 – Como fazer a escolha certa?

Algumas questões precisam ser consideradas na hora de escolher com quem casar-se:

  1. Buscar a vontade de Deus, que envolve: Orar em toda e qualquer situação (1 Ts 5.17);
  2. Ter a Palavra de Deus como instrumento de análise das motivações para o casamento, como também do perfil de conduta do futuro cônjuge (SI 119.105);
  3. Analisar as orientações divinas em condições especiais, tendo cuidado de não usar a excepção como regra (Gn 24.10-14). Isso implica o cuidado com os “ungidos” que profetizam casamentos, muitas vezes por emoção;
  4. Usar o bom senso, e observar a conduta do(a) pretendente como filho (disposição para trabalhar, respeito aos pais, obediência, etc.). Geralmente bons filhos tomam-se bons cônjuges;
  5. Perceber as afinidades mútuas: valores e projetos espirituais (dedicação e vocação); valores e projetos pessoais (preferências gerais, filhos, trabalho, estudos, etc.); valores físicos (aparência, higiene, saúde, etc.).

Conclusão

O jovem cristão que inicia um namoro deve ter como propósito o casamento dentro da vontade de Deus, devendo para este fim tomar alguns cuidados, tais como:

O descompromisso ou "ficar" (Pv 5.18; Ml 2.1-14); intimidades físicas resultantes de tentações, supostas provas de amor, prova de virilidade, imprudência, carnalidade, etc. (I Ts 4.3-7); sexo pré-conjugal (Gn 2.24; I Co 7.9; 2 Co 11.2).

Você que é um jovem cristão precisa entender que um namoro e casamento fora da vontade de Deus só lhe trarão desgaste, sofrimento, frustrações e feridas difíceis de serem cicatrizadas. Vale a pena esperar e fazer a vontade de Deus!

Bibliografia

Bíblia Sagrada - versão digital, 6.7

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa https://www.priberam.pt/dlpo/noivado

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa https://www.priberam.pt/dlpo/namoro

Germano, ALTAIR. Reflexões: Por Uma Prática Cristã Autêntica e Transformadora. 2ª ed. AGN Gráfica, 2010

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Erycson Dilangue Dos Santos Tomás é Evangelista, Licenciando em Direito pelo ISPEKA e Bacharel em Teologia pela FATEMI, de Curitiba, Brasil. É Pregador, palestrante, articulista, ensinador das Escrituras e comentarista de rádio. Leccionando também nos cursos básicos e intermédio de Teologia, as disciplinas de Teologia do Ministério, Hermenêutica, Heresiologia, Epístolas Pastorais, Provérbios, Evangelismo, Discipulado, Missiologia, Língua Portuguesa Lidera o Centro Boas Novas, no bairro Zona Verde 3, Benfica, em Luanda, afecto à Assembleia de Deus Pentecostal, Ministério Kilamba Kiaxi.

Casado com a Diaconisa Manuela Tomás é pai de três filhas: Emília de Cássia, Orquídea Eli e Íris Armanda.

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8)

 

É comum ouvirmos ideias erradas sobre a Bíblia e Deus. Infelizmente, muitos crentes sinceros são enganados e, por ingenuidade, não conseguem perceber seu erro. Há pessoas que dizem que não existem pensamentos errados sobre Deus. Essas pessoas também afirmam: “o que importa é cada um praticar a religião com sinceridade. Não existe apenas uma verdade sobre Deus”.

Reflicta um pouco: se alguém, mesmo com muita sinceridade, lhe der um medicamento errado, você vai ficar bom?

I – ALGUNS FACTOS SOBRE DOUTRINA

  1. A Bíblia é dada para doutrinar (ensinar) (2 Tm 3.16-17);
  2. Temos que continuar na doutrina dos apóstolos (At 2.42);
  3. Os pregadores devem se dedicar à doutrina (1 Tm 4.13);
  4. Nenhuma doutrina falsa deve ser permitida (1 Tm 1.3);
  5. Nossa doutrina deve ser incorrupta (Tt 2.10);
  6. Temos que nos desviar/ separar da falsa doutrina (Rm 16.17).

II – PORQUÊ ESTUDAR SOBRE O PERIGO DAS FALSA DOUTRINAS

  1. Jesus alertou acerca de falsos ensinadores (Mt 7.15-17);
  2. Paulo alertou acerca de falsos ensinadores (At 20.29-30; 2 Tm 3.13; 2 Tm 4.3-4);
  3. Pedro alertou acerca de falsos ensinadores e disse que muitos os seguiriam (2 Pd 2.1-2);
  4. João alertou acerca de falsos ensinadores (1 Jo 2.18-20);
  5. Judas alertou acerca de falsos ensinadores (Jd 3-4).

III – ALGUMAS DOUTRINAS FALSAS COM QUE A IGREJA SE DEPARA

III.1 – O ensinamento falso que salvação é por graça mais obras

A Bíblia responde:

  1. A Bíblia diz que salvação é pela graça sem obras e que as obras seguem após a salvação (Rm 4.1-6; Ef. 2.8-10; Tt 3.4-8).
  2. A Bíblia diz que graça e obras não podem ser misturadas (Rm 11.6).
  3. Graça significa um dom gratuito. Salvação é chamada um dom 16 vezes no Novo Testamento. Se salvação requer algum tipo de obras, então não é verdadeiramente um dom (a palavra dom vem do Latimdonu e significa presente, dádiva). O dom de Deus é gratuito para o pecador porque Jesus Cristo adquiriu-o com grande preço através de Seu sangue e morte na cruz.

III.2 - O ensinamento falso que os bebés devem ser baptizados

A Bíblia Responde:

  1. O baptismo é somente para quem crê (Mc 16.15; At 8.36-38). Quando uma criança é crescida o suficiente para crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, então pode ser baptizada. Mas um bebé não pode fazer isto.
  2. Nenhum bebé foi baptizado no Novo Testamento. Alguns dizem que devia haver bebés em casa de Cornélio pois seus criados e amigos estavam presentes (At 10.24, 47). Pelo contrário, At 11.17 diz que aqueles que foram salvos e baptizados com Cornélio foram aqueles que acreditaram no Senhor Jesus Cristo. Obviamente estes não eram bebés.
  3. Consoante cada denominação, bebés poderão apenas ser apresentados/dedicados a Deus, conforme se fez com Jesus (Lc 2.27-33).

III.3 – O falso ensino sobre necessidade de comprar/usar coisas ungidas

Não se pode dizer que em algum momento Deus não pode usar alguma coisa, um objeto, etc. Mas não se deve dogmatizar e nem começar a se vender objectos ungidos como meios para o milagre. Porquê?

  1. Não existem bases neotestamentárias para a venda de objectos supostamente santos.
  2. A igreja primitiva não vendia coisas.
  3. Pedro também não vendeu e nem mandou distribuir e muito menos, temos indícios disso nas igrejas que os apóstolos dirigiam.
  4. Paulo não vendeu, não levou objectos ungidos nas suas viagens e nem mandava objectos junto com as suas cartas.
  5. João não vendeu e nem distribuía coisas às igrejas.
  6. Tiago não vendeu e nem distribuía coisas.
  7. Nos evangelhos, em Actos, nas epístolas e nem em Apocalipse temos textos que podem apoiar a distribuição e a venda de coisas ungidas.
  8. Às 7 igrejas da Ásia Menor não foram enviados objectos, mas cartas.
  9. A venda de objectos fere o princípio que diz: de graça recebestes, de graça daí. Mateus 10:8
  10. A bíblia diz que a fé vem pelo ouvir, não através de coisas. Romanos 10: 17
  11. A prática da venda de coisas supostamente sagradas nunca foi aprovada na história da igreja como algo bíblico; a igreja corrompida a praticou e os remanescentes condenaram.
  12. A reforma levantou-se contra objectos supostamente sagrados.
  13. Muitos servos de Deus que antes estavam nesta prática hoje em dia se arrependem e ensinam contra.
  14. Trazer coisas de Israel e dizer que tem algum poder ou que são especiais é absurdo e equivocado. João 4: 21-24
  15. Trazer coisas da Nigéria, Zimbábue, África do Sul e dizer que são especiais, é muita ignorância.
  16. Não se faz doutrina em um único texto.
  17. Não se faz doutrina em um texto mal interpretado.
  18. Não se transforma uma inspiração ou orientação circunstancial e particular em uma doutrina.
  1. 20- Deus não revela aglo contra os seus princípios, a sua Palavra e a sua natureza.
  2. O facto de um profeta na bíblia usar o sal não significa que deve tornar-se uma prática das igrejas, pois não existe recomendação para tal. E nem o mesmo profeta tornou essa prática um costume.
  3. O facto de Jesus usar uma vez a sua saliva ou lodo para curar não torna isso uma prática para a igreja. Nem ele mesmo tornou isto um hábito!
  4. Mesmo que as pessoas são curadas ou libertas, isto não justifica o uso ou a venda desses elementos.
  5. Jesus curava multidões, mas não vendia e nem distribuía coisas para curar ou libertar. Pelo contrário, ainda dizia “não contem a niguém!!
  6. As pessoas foram curadas com lenços e aventais, mas não se tornou um sistema e nem se vendeu. Ele não recomendou essa prática em outras igrejas.


Conclusão

As falsas doutrinas são como morte na panela. O veneno mata mais do que a fome. As igrejas que aderem às falsas doutrinas ou toleram as heresias para agradar as pessoas cometem um grave engano. Ainda que uma multidão aplauda o erro, ele não se torna verdade por isso. Ainda que o erro doutrinário seja popular, não edifica. Ainda que logre êxito aos olhos dos homens, não é aprovado pelo céu. As falsas doutrinas enfraquecem, adoecem e matam.

 

Bibliografia

Bíblia Sagrada - versão digital, 6.7

Reflexões de João Simplício

The Word® - Software de estudo e exegese bíblico - 2003-2015 - Costas Stergiou©

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

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Erycson Dilangue Dos Santos Tomás é Evangelista, Licenciando em Direito pelo ISPEKA e Bacharel em Teologia pela FATEMI, de Curitiba, Brasil. É Pregador, palestrante, articulista, ensinador das Escrituras e comentarista de rádio. Leccionando também nos cursos básicos e intermédio de Teologia, as disciplinas de Teologia do Ministério, Hermenêutica, Heresiologia, Epístolas Pastorais, Provérbios, Evangelismo, Discipulado, Missiologia, Língua Portuguesa Lidera o Centro Boas Novas, no bairro Zona Verde 3, Benfica, em Luanda, afecto à Assembleia de Deus Pentecostal, Ministério Kilamba Kiaxi.

Casado com a Diaconisa Manuela Tomás é pai de três filhas: Emília de Cássia, Orquídea Eli e Íris Armanda.

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